Pneumonia em cães: sintomas e tratamento
A pneumonia (inflamação dos pulmões) em cães é uma doença respiratória grave que requer tratamento imediato. Ao primeiro sinal de doença, é essencial levar seu animal de estimação ao veterinário imediatamente. Um especialista irá orientá-lo sobre as opções de tratamento mais eficazes para minimizar os danos à saúde do seu animal e reduzir o risco de complicações.

Contente
- 1 Descrição da doença
- 2 Sintomas
- 3 Edema pulmonar como complicação da pneumonia
- 4 A pleurisia é uma complicação comum da pneumonia.
- 5 Abscesso pulmonar e gangrena: consequências graves
- 6 Causas adicionais de inflamação: fúngicas e parasitárias.
- 7 Padrões de diagnóstico e monitoramento
- 8 Diagnóstico
- 9 Tratamento
- 10 Tabela: Prognóstico dependendo do tipo de pneumonia
- 11 Como ajudar seu cão em casa durante o tratamento
Descrição da doença
A pneumonia afeta o trato respiratório inferior, causando inchaço, infiltração e comprometimento das trocas gasosas. A pneumonia impacta negativamente todo o corpo, pois cada célula sofre com a privação de oxigênio. A doença causa intoxicação grave e pode levar à exaustão.
Existem vários tipos principais de pneumonia, que diferem dependendo do patógeno:
- fúngica - geralmente causada por fungos dos grupos Blastomycetes, Histoplasma e Aspergillus;
- viral – é uma consequência do efeito parasitário de uma infecção viral (por exemplo, peste viral de carnívoros);
- parasitário – ocorre como resultado da atividade vital de helmintos e alguns vermes redondos;
- bacteriana – causada por agentes bacterianos de vários tipos.
O tipo mais comum de pneumonia é a bacteriana. As seguintes bactérias podem causá-la:
- Bordetella bronchiseptica;
- Escherichia coli (Escherichia coli);
- Klebsiella pneumoniae;
- Pseudomonas (Pseudomonas aeruginosa);
- Estafilococos;
- Streptococcus pneumoniae.
Metade dos casos ocorre em cães jovens com menos de um ano de idade. Cães machos têm maior probabilidade estatística de serem afetados. Uma predisposição genética a doenças respiratórias, incluindo pneumonia, foi encontrada em raças esportivas (como os cães de caça).
A infecção pode atingir os pulmões por meio da inalação de um agente infeccioso, aspiração (inalação do conteúdo estomacal) ou como resultado de um sistema imunológico enfraquecido. As causas da pneumonia incluem:
- curso grave de uma doença infecciosa;
- coma;
- anestesia transferida;
- vomitar;
- distúrbios metabólicos (diabetes mellitus);
- imunodeficiências;
- lesão ou cirurgia no tórax.
Como resultado da formação de um foco microbiano, as funções naturais do trato respiratório são interrompidas. O exsudato patológico começa a se acumular na área afetada. Ocorrem distúrbios metabólicos nas células. Casos graves da doença levam à necrose do tecido pulmonar.
Sintomas
A pneumonia em cães é caracterizada por diversos sinais que podem ajudar os tutores a suspeitar rapidamente da doença e buscar ajuda veterinária. Ao surgirem os primeiros sintomas, a consulta com o veterinário não deve ser adiada, pois a infecção pode progredir muito rapidamente, levando a consequências fatais.
Os principais sintomas da pneumonia incluem:
- TosseEste é um sinal importante de dificuldade respiratória. Pode indicar pneumonia, outras doenças (broncotraqueíte, amigdalite, sinusite crônica) ou a entrada de um corpo estranho nos brônquios. A tosse requer um exame veterinário obrigatório.
- Febre. Isso indica a fase ativa do processo inflamatório.
- Intoxicação – letargia, fraqueza, perda de apetite.

- Respiração ofegante, falta de ar.
- Vomitar.
- Perda de peso.
- Pulso acelerado.
À medida que a doença progride, é importante monitorar a condição do animal ao longo do tempo. Descrições detalhadas das alterações comportamentais devem ser fornecidas ao veterinário. Isso é necessário para que o médico possa avaliar completamente a situação e escolher a estratégia de tratamento mais adequada.
Edema pulmonar como complicação da pneumonia
Uma das complicações graves, mas raramente divulgadas, éedema pulmonar, condição na qual o fluido se acumula nos alvéolos, interferindo na troca gasosa. As causas podem variar, incluindo infecção grave, trauma torácico e insuficiência cardíaca. É importante que o dono reconheça:
-
que a respiração se torna rápida, superficial, com sons de gorgolejo ao expirar;
-
É possível que ocorra cianose das membranas mucosas ou estertores úmidos à ausculta;
-
O quadro clínico está se deteriorando rapidamente – é necessário atendimento urgente e tratamento hospitalar de emergência.
Radiografias, gasometria arterial e ultrassonografia torácica podem ajudar a detectar edema. A administração emergencial de oxigênio, diuréticos e medidas para aliviar o estresse cardíaco são eficazes.
A pleurisia é uma complicação comum da pneumonia.
Pleurisia— inflamação das membranas pleurais, acompanhada de acúmulo de exsudato na cavidade pleural. Não se trata de uma doença isolada, mas sim de uma complicação comum da pneumonia ou de lesões pulmonares. Existem vários tipos:
-
seco (fibrinoso);
-
exsudativo (seroso, purulento, hemorrágico).
Sintomas: respiração abdominal superficial, sensibilidade torácica, febre, diminuição do apetite e da atividade. A ausculta revela macicez e a percussão revela aumento da dor ao tossir. Os achados laboratoriais incluem leucocitose e VHS elevada.
O tratamento inclui a remoção do líquido (toracocentese), antibióticos de amplo espectro, fisioterapia (inalação, drenagem), suporte imunológico e nutricional.
Abscesso pulmonar e gangrena: consequências graves
Com inflamação prolongada, o desenvolvimento é possível.abscesso pulmonar— uma cavidade limitada com pus, rodeada por um infiltrado. Frequentemente, o agente causador é o Staphylococcus aureus. Pode evoluir para gangrena pulmonar se o abscesso permanecer fechado.
O diagnóstico é confirmado por raio-X (aparece uma área escura com nível de líquido), broncoscopia e exames de sangue. O tratamento inclui:
-
drenagem (percussão, punção, broncoscopia),
-
antibióticos em altas doses,
-
estimulação da imunidade, nutrição, hemossorção, plasmaférese,
-
Se ineficaz, intervenção cirúrgica.
Se a terapia for iniciada em tempo hábil, o prognóstico é favorável.

Causas adicionais de inflamação: fúngicas e parasitárias.
Nem sempre as bactérias são as culpadas. Em casos raros, mas não incomuns, a pneumonia em cães é causada por:
-
cogumelos: Aspergillus, Cryptococcus, Histoplasma, Blastomyces. A pneumonia fúngica requer tratamento prolongado com medicamentos antifúngicos.
-
parasitas, especialmente vermes pulmonares — Oslerus osleri, Crenosoma vulpis, Paragonimus e Angiostrongylus. Os sintomas incluem tosse produtiva crônica, perda de peso e apatia. O diagnóstico requer análise de fezes, lavado broncoalveolar e exame de imagem fecal.
Padrões de diagnóstico e monitoramento
Diagnósticos confiáveis são a chave para o sucesso da terapia:
-
exame de raio-X— avaliação da estrutura lobar, presença de fluido, escurecimento;
-
análises bioquímicas e sanguíneas gerais- sinais de inflamação, toxicose, causas;
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oximetria de pulso e análise de gases sanguíneos— avaliação da saturação de oxigênio e da função respiratória;
-
lavagem, broncoscopia e cultura— permitem identificar o patógeno e selecionar um antibiótico com base na sua sensibilidade;
-
se necessário -Tomografia computadorizada ou ressonância magnética do tóraxpara determinar com mais precisão as áreas afetadas.
Diagnóstico
O diagnóstico da doença incluirá métodos de exame laboratorial e instrumental. Além disso, em certos casos, será necessário realizar diagnósticos diferenciais para descartar outras patologias com sintomas semelhantes.
Durante o exame físico, o veterinário medirá a temperatura do cão, avaliará a respiração, a tosse e a presença de escarro. A ausculta revelará estertores úmidos.
Para determinar a doença, o médico pode prescrever os seguintes exames:
- A radiografia de tórax é um dos principais métodos de diagnóstico. A imagem mostra claramente o local da inflamação, seus limites e sua extensão. Dependendo da extensão da lesão, a infecção pode envolver uma seção específica da árvore broncopulmonar ou um lobo pulmonar.
- Exame de sangue. Uma contagem elevada de glóbulos brancos, uma velocidade de sedimentação eritrocitária (VHS) elevada e um desvio lobular esquerdo indicam um processo inflamatório.
- A cultura de escarro e a análise do lavado broncoalveolar são necessárias para determinar o tipo de patógeno, o que é essencial para um tratamento eficaz.
- Análise de fezes para detecção de parasitas.
- Outros tipos de diagnóstico, como broncoscopia e punção da área afetada, são realizados em casos complexos ou atípicos.

Tratamento
Um cão pode ser tratado para pneumonia em casa ou em um hospital. Um veterinário avaliará a condição do animal e, se não houver risco de vida, o dono receberá recomendações sobre os cuidados necessários. O tratamento hospitalar visa estabilizar o quadro do animal para que o tratamento subsequente possa ser realizado em casa até a completa recuperação.
Qualquer forma de tratamento para pneumonia incluirá medicação conservadora e fisioterapia. A cirurgia pode ser necessária em casos graves que envolvam abscesso, necrose ou a presença de um corpo estranho ao redor da inflamação.
O tratamento conservador incluirá:
- Antibióticos. Inicialmente, o tratamento começa com antibióticos de amplo espectro. Isso porque as culturas bacterianas que identificam o patógeno estarão prontas em 3 a 5 dias, dependendo do desempenho do laboratório. No entanto, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, pois o risco de rápida progressão do processo inflamatório é muito alto. Posteriormente, com base nos resultados da cultura bacteriana e em uma avaliação dinâmica da condição do cão, a antibioticoterapia pode ser ajustada. Os antibióticos podem ser prescritos em comprimidos ou injeções, dependendo da condição do cão.
- Medicamentos antivirais. Estes são prescritos para infecções virais. No entanto, o uso de antibióticos não está excluído, visto que infecções bacterianas secundárias são bastante comuns.
- Medicamentos antifúngicos (em caso de pneumonia fúngica).
- Os mucolíticos são expectorantes que estimulam a remoção do catarro dos pulmões.
A fisioterapia incluirá uma massagem especial realizada com leves toques no peito. Isso é necessário para remover o muco dos pulmões mais rapidamente. Deve ser feita de 3 a 4 vezes ao dia. Atividades físicas leves também serão benéficas.
A dieta do seu animal de estimação deve ser rica em proteínas e de fácil digestão. Se o seu animal estiver gravemente desnutrido, a terapia por infusão pode ser recomendada (administrada em ambiente hospitalar).

Em casos particularmente graves de insuficiência respiratória, pode ser necessária oxigenoterapia e ventilação mecânica.
Tabela: Prognóstico dependendo do tipo de pneumonia
| Tipo de inflamação | Características do fluxo | Prognóstico com tratamento |
|---|---|---|
| Bactéria aguda | Começa de forma aguda, apresenta sintomas evidentes e, frequentemente, se regenera. | Bom com tratamento oportuno |
| Aspiração | Degradação rápida, risco de abscesso e edema. | Em média, depende da causa e do tratamento. |
| Fungos | Um processo crônico prolongado que requer tratamento a longo prazo. | Grave, requer terapia de longo prazo. |
| Obstrutivo (parasitário) | Recaídas frequentes, complicadas por broncoexsudato. | Moderado, dependendo do controle de parasitas. |
| Com edema ou pleurisia | Agrava o quadro do sistema respiratório. | Medidas complexas de reanimação são possíveis. |
| Abscesso pulmonar | Processo purulento limitado, risco de gangrena | Moderado, com disponibilidade de tratamento. |
Como ajudar seu cão em casa durante o tratamento
Após a consulta, é importante que o proprietário se certifique de:
-
repouso e limitação da atividade física;
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ar úmido e quente (use um umidificador doméstico ou um chuveiro de sauna próximo);
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Bastante líquido e comida - se necessário, adicione comprimidos supressores de apetite ou uma sonda de alimentação;
-
Manter a higiene (trocar a roupa de cama, água limpa, lenços umedecidos);
-
Monitoramento regular da temperatura, respiração e atividade;
-
Repetição oportuna de exames e radiografias para monitorar a dinâmica.
O tratamento da pneumonia em cães pode levar várias semanas. Durante esse período, é essencial seguir rigorosamente as recomendações do veterinário. Exames laboratoriais e radiográficos periódicos serão necessários para monitorar a eficácia do tratamento.
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