Meu cachorro tem um dente mole: o que fazer?
Se um cão tiver um dente muito solto, é importante determinar a causa e o que pode ser feito para corrigi-la. A odontologia veterinária restringe com sucesso a mobilidade de caninos e incisivos com contenção e recorre à cirurgia radical quando um molar não pode ser salvo.
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Por que os cães têm dentes soltos?
A mobilidade dentária é diagnosticada quando ultrapassa 0,2 mm. A mobilidade natural dos dentes amortece a força exercida sobre alimentos duros na mandíbula. Uma amplitude maior indica uma patologia, que pode surgir por diversos motivos:
- Descolamento dos dentes. Em filhotes com mais de 3 meses de idade, os dentes de leite amolecem e são empurrados para fora pelos dentes permanentes que estão nascendo. Normalmente, esse processo não requer uma visita ao veterinário. É necessário buscar ajuda se os dentes permanentes já tiverem nascido, mas os dentes de leite não caírem.
- Deslocamento. Esse problema ocorre quando um incisivo ou canino se desloca dentro do alvéolo, danificando a estrutura de suporte. O tratamento deve ser concluído em até 48 horas após a lesão.
- Alterações relacionadas à idade. Animais de estimação com mais de 10 a 12 anos frequentemente apresentam gengivas enfraquecidas e dentes soltos. Esse problema aparece primeiro na região frontal, afetando os dentes da frente. Posteriormente, o processo afeta os pré-molares e molares posteriores.
- Periodontite. Esta doença resulta da inflamação que afeta o tecido gengival, o cemento, o osso e as fibras do ligamento. É uma condição comum em raças pequenas, representando até 87% dos casos diagnosticados.

- A placa bacteriana mole se acumula no esmalte dos dentes e endurece rapidamente, formando o tártaro.
- A presença de tártaro provoca gengivite – o tecido gengival fica inflamado e inchado, e a funcionalidade dos ligamentos fica comprometida.
- Uma bolsa periodontal se forma quando a gengiva fica exposta e os dentes se soltam.
Sem os devidos cuidados, a queda e o amolecimento dos dentes em Yorkies, Spitz e outras raças pequenas podem ocorrer já aos 2 anos de idade.
Quais sintomas indicam um problema?
Os donos geralmente procuram atendimento veterinário quando já passou algum tempo e o dente não pode ser salvo. Os seguintes sinais podem ajudar a identificar um problema:
- O hálito do animal de estimação fica com mau cheiro;
- As gengivas ficam vermelhas brilhantes e frequentemente sangram;
- Aparece salivação abundante com sangue;
- O focinho incha, o animal coça a boca com a pata;
- O animal de estimação apresenta problemas para mastigar os alimentos e perde o apetite.
Caso apresente esse quadro clínico, você deve consultar um veterinário, que fará o diagnóstico e prescreverá o tratamento.
O que fazer quando seus dentes estão soltos
O defeito é corrigido utilizando técnicas fisioterapêuticas e cirúrgicas adaptadas da odontologia humana. A cirurgia radical é indicada quando o dente não pode ser salvo. A contenção é recomendada se for possível fortalecer o suporte e restaurar a posição do dente no alvéolo.

Tala
O procedimento é realizado com o uso de fios especiais e é mais frequentemente utilizado para tratar incisivos inferiores soltos em raças pequenas. As principais etapas são:
- O cão recebe anestesia geral.
- O dentista remove a placa bacteriana e limpa as bolsas gengivais.
- Na parte interna da área defeituosa, é feito um sulco no qual é inserido um fio de tala de fibra de vidro.
- A ranhura é preenchida com um compósito fotopolimerizável - um material de obturação.
A tala mantém os dentes unidos, impedindo que cada dente se desloque. Após o procedimento, a carga é distribuída uniformemente, tornando a área mais resistente e prevenindo danos irreversíveis.
Remoção
As indicações para remoção cirúrgica são:
- Troca de dentes, quando os dentes permanentes já erupcionaram em 1/3 e os dentes de leite estão firmemente presos na gengiva;
- periodontite avançada, na qual o tecido ósseo começa a deteriorar-se;
- Deslocamento sem possibilidade de recuperação.
Recomenda-se a remoção dos dentes de leite antes dos 10-11 meses de idade. A demora nesse processo aumenta o risco de má oclusão.

Antes da remoção, são realizados diagnósticos, que incluem:
- ecocardiografia;
- exames de sangue;
- Raio X.
O médico pode prescrever procedimentos adicionais, como coagulograma e ultrassom.
A limpeza do esmalte é obrigatória. A limpeza mecânica é possível para depósitos leves. Para acúmulo severo de tártaro, recomenda-se a limpeza ultrassônica. A extração em si é realizada sob anestesia geral. Se vários dentes precisarem ser extraídos, os dentes mais problemáticos são tratados primeiro, e os demais são extraídos após 3 a 4 semanas.
Em caso de extração, a atividade do animal é restrita e a limpeza do esmalte deve ser evitada por duas semanas — isso permite que a ferida cicatrize completamente. É possível que, após a extração, o cão fique restrito a alimentos macios. Isso pode ser corrigido com o uso de próteses dentárias. No entanto, a odontologia veterinária utiliza implantes fabricados para humanos, portanto, o tamanho dos pinos não é adequado para raças pequenas.
Prevenção do amolecimento dos dentes
Você pode preservar a dentição completa do seu animal de estimação monitorando cuidadosamente a condição do esmalte e tomando medidas preventivas em casa:
- Desde filhote, acostume seu animal de estimação à escovação dos dentes. No início, é melhor usar uma escova de cerdas macias que não danifique a gengiva. Conforme ele cresce, use uma escova de cerdas médias para remover a placa bacteriana com eficácia. Esse procedimento deve ser realizado pelo menos 3 a 4 vezes por semana.
- São utilizadas pastas especiais que previnem a formação de tártaro e reduzem o risco de crescimento bacteriano.
- Eles desenvolvem os músculos da mastigação oferecendo ao seu animal de estimação petiscos para roer, como ossos e tendões secos.
- Fortaleça os incisivos e caninos usando jogos que envolvam segurar objetos feitos de borracha macia, silicone ou látex.
- Eles enriquecem os alimentos com vitaminas e minerais. A suplementação de cálcio é especialmente benéfica durante a dentição.
- Leve seu animal de estimação ao veterinário para um exame pelo menos duas vezes por ano.

Dentes soltos causados por trauma ou doença dentária devem ser tratados. Caso contrário, desenvolve-se inflamação, causando desconforto e dor, piorando a saúde geral do animal. Especialistas afirmam que o tratamento oportuno prolonga a vida de um cão em aproximadamente 20%.
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