O gato abandonou o gatinho.
A chegada de gatinhos em casa é sempre emocionante para os criadores, especialmente se for o primeiro parto da gata. Embora a maioria dos gatinhos se adapte bem, é importante estar ciente de possíveis complicações para que você possa ajudar sua gata a superar o problema o mais rápido possível e salvar a vida dos recém-nascidos. Hoje, discutiremos o que fazer se sua gata rejeitar o gatinho, se recusar a aceitá-lo e também exploraremos as possíveis causas disso.
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Quando suspeitar de um problema
Para mães de primeira viagem, a falta de interesse pelos filhotes nas primeiras horas após o nascimento é considerada normal. O animal está experimentando sensações novas e bastante dolorosas pela primeira vez, o que causa um estresse significativo. Dê um pouco de tempo à mãe e os hormônios despertarão seus instintos maternos.
Nesta fase, vale a pena lembrar três recomendações principais dos veterinários:
- minimizar o número de pessoas nas proximidades;
- Isole os outros animais que vivem na casa (especialmente cães e gatos);
- Não toque em recém-nascidos com as mãos, a menos que seja necessário;
- Acalme e incentive a mãe com elogios (somente se seu animal de estimação gostar de carinho e demonstrar que precisa da sua atenção).

Os primeiros sinais de que as coisas não estão indo conforme o planejado são:
- Ignorar completamente os gatinhos e recusar-se a alimentá-los (por mais de um dia, ou se os sintomas aparecerem repentinamente, embora o gato já tenha tentado alimentá-los anteriormente);
- Comportamento nervoso e desejo de esconder os filhotes (para um animal selvagem, tal comportamento seria normal);
- agressão contra recém-nascidos;
- causando danos ou comendo.
Alguns dos eventos descritos podem chocar um dono despreparado, mas nem sempre indicam problemas psicológicos ou de saúde graves. Vamos examinar com mais detalhes todos os possíveis motivos para o abandono de gatinhos.
Motivos da recusa
Na verdade, existem muitas razões pelas quais um gato pode se comportar de maneira inesperada, evitando bebês ou até mesmo tentando comê-los. O comportamento do animal pode ser motivado por instintos, traumas psicológicos ou doenças.
Importante! Somente um veterinário poderá determinar a causa exata do problema após examinar a mãe e os gatinhos.
Na maioria das vezes, os criadores enfrentam problemas como:
- estado estressante;
- ausência ou escassez aguda de leite;
- recusa alimentar em decorrência da ocorrência mastite;
- endometrite;
- eclampsia;
- falta de instinto materno;
- canibalismo.
Estresse e medo
Esse problema surge com mais frequência após a primeira ninhada. A gata pode ficar estressada por um tempo, ou até mesmo associar os filhotes à dor que sentiu, ficando com medo de se aproximar deles.
Numa situação dessas, o melhor a fazer é tentar acalmar seu animal de estimação, apresentá-lo aos gatinhos (como faria com qualquer objeto novo) e só então alimentar o primeiro filhote (não todos de uma vez).

Falta de leite ou sua escassez
Durante as primeiras 24 horas, a ausência de leite é normal. Inicialmente, as gatas (como outros animais) produzem colostro, que contém componentes essenciais para o sistema imunológico dos gatinhos. O colostro tem aparência diferente do leite e é produzido em pequenas quantidades. Nas primeiras horas de vida, essa quantidade é mais do que suficiente para que os gatinhos se adaptem com sucesso e mantenham as funções vitais.
No entanto, se a mãe não permitir que os gatinhos mamem durante as primeiras 24 horas, ou se os gatinhos estiverem muito fracos para mamar normalmente, o leite pode não aparecer. Lembre-se de que a qualidade do leite depende de muitos fatores:
- nutrição;
- saúde;
- Estado psicológico (estresse severo pode causar falta de leite).
Gatinhos fisicamente saudáveis emitem miados constantes, demonstrando sua fome. Um gatinho muito fraco pode não apresentar sinais de falta de alimento, simplesmente definhando aos poucos.
Ao detectar esse problema precocemente, você pode salvar os filhotes, mudando a alimentação deles para fórmula infantil. Claro que isso exigirá um esforço considerável por parte dos donos.
Mastite
Uma doença inflamatória da glândula mamária que pode ocorrer como resultado de:
- infecção que penetra no tecido mamário;
- em caso de estagnação do leite (se os gatinhos mamam fracamente ou são poucos);
- como resultado de lesão ou contusão;
- em caso de hipotermia.

Os primeiros sinais de um problema serão:
- Aumento da glândula mamária (geralmente uma ou duas, mas às vezes o processo afeta todas de uma só vez);
- dor ao toque (na verdade, a dor é o que faz o gato evitar se alimentar);
- Secreção mamilar de vários tipos (esbranquiçada, com mistura de sangue ou pus);
- letargia, estado depressivo;
- aumento de temperatura.
Importante! A mastite é uma condição grave que requer tratamento imediato. Em casos avançados, sem o tratamento médico adequado, pode ser fatal.
Endometrite
A inflamação do endométrio (a camada interna que reveste o útero) é outra condição grave e potencialmente fatal em gatas. Normalmente, essa condição ocorre quando nem toda a placenta é expelida. o processo do parto ou uma infecção entrou no canal vaginal.
Os sintomas são claramente expressos:
- alta temperatura;
- depressão generalizada;
- dor na região abdominal;
- O leite pode desaparecer.
Nessa situação, a natureza também leva o animal a abortar a cria. Para o criador, é importante levar o animal ao veterinário o mais rápido possível, pois a infecção pode progredir muito rapidamente.

Eclampsia
A doença é popularmente conhecida como "febre do leite". Ela se manifesta como uma queda acentuada nos níveis de cálcio no sangue, que pode inclusive levar à morte do animal.
A eclampsia pode ser diagnosticada tanto durante a gravidez quanto no primeiro mês após o parto. Os seguintes sintomas devem ser motivo de séria preocupação com a saúde do seu animal de estimação:
- marcha instável, perda de equilíbrio;
- tremor dos membros;
- convulsões (o ataque pode ser curto ou durar até 10 minutos);
- Aumento da frequência cardíaca e respiração acelerada;
- dificuldade para engolir;
- vomitar;
- forte agitação ou apatia;
- agressão contra a prole.
Falta de instinto materno
O comportamento de uma gata durante a gestação é determinado por instintos e equilíbrio hormonal. Se o sistema hormonal de uma gata estiver desregulado, ela pode não sentir o desejo de cuidar de seus filhotes (alimentá-los, limpá-los e nutri-los). Esse tipo de comportamento é incomum, mas ocorre em práticas de criação.

Importante! Muitas vezes, o instinto materno em gatas que se tornam mães muito cedo aparece 3 a 4 dias após o parto.
Se a nova mãe estiver saudável, mas, apesar de todos os seus esforços e das recomendações do veterinário, se recusar teimosamente a se aproximar dos gatinhos, você não conseguirá influenciar a situação forçando o animal a assumir as responsabilidades parentais. A única opção que resta aos donos, caso a gata tenha rejeitado os gatinhos por falta de instinto materno, é alimentá-los com mamadeira.
Canibalismo
Sim, as gatas às vezes comem seus filhotes recém-nascidos, como a maioria dos animais classificados como carnívoros. Em particular, movidas pelo instinto, as gatas comem a placenta e mordem o cordão umbilical dos filhotes. Uma mãe inexperiente pode ferir o filhote nesse momento, então alguns criadores preferem amarrar o umbigo elas mesmas em vez de permitir que a mãe morda o cordão umbilical. Também é comum que gatas selvagens comam filhotes não viáveis e aqueles com defeitos de desenvolvimento.
Cuidando de gatinhos
Se uma gata já abandonou seus filhotes, é importante que os criadores saibam o que fazer e ajam sem perder tempo, pois sem cuidados (da mãe ou do dono), os filhotes podem simplesmente morrer nas primeiras horas após o nascimento.
Você precisará de:
- mais quente;
- toalha (macia, mas natural);
- Dispositivo de alimentação com bico;
- Substituto do leite (vendido em farmácias veterinárias).
Importante! Nunca tente alimentar gatinhos recém-nascidos com leite de vaca natural ou leite comprado em lojas. A composição desses produtos está longe de ser adequada às necessidades de um gatinho e pode causar danos irreparáveis ao organismo dele.

Apresentamos a vocês uma tabela de alimentação média para gatinhos recém-nascidos, que será útil ao usar um substituto especial do leite para gatos.
|
Idade |
Volume por refeição |
Frequência das mamadas |
|
1 a 3 dias |
2,5 ml
|
a cada 2 horas |
|
4 a 7 dias |
5 ml |
a cada 2 horas |
|
6 a 10 dias |
5-7,5 ml |
a cada 2 horas |
|
11 a 14 dias |
10-12 ml |
a cada 3 horas |
|
15 a 21 dias |
10-15 ml |
8 vezes ao dia |
|
após 21 dias |
10-25 ml |
3 a 4 vezes ao dia |
Importante! Ao comprar suplementos nutricionais, certifique-se de ler as recomendações do fabricante, pois a dosagem pode ser diferente da listada na tabela.
A mistura deve estar morna, caso contrário pode facilmente queimar o esôfago do bebê.
Após cada mamada, é importante massagear suavemente a barriga dos gatinhos, pois é assim que a gata mãe estimula os filhotes a evacuarem.
Com 4 semanas de idade, você pode introduzir gradualmente alimentos sólidos na dieta dos gatinhos e acostumá-los a usar uma tigela.
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2 comentários
Maria
E em nenhum lugar diz que a transição para a alimentação artificial deve ser gradual... Nosso gatinho morreu porque tivemos que mudar para a alimentação artificial depois que a mãe se recusou a alimentá-los, escondendo-os em um lugar secreto... Ninguém sabia quanto tempo eles ficaram lá sem comida. Então os encontraram. Viram que a mãe não estava alimentando. Começaram a alimentá-los com uma seringa... Em um dia, os gatinhos morreram... Aparentemente, seus intestinos ficaram sobrecarregados. (((((() Deveríamos ter introduzido a alimentação artificial mais gradualmente.)
Zoya
Alimentamos um gatinho que havia perdido a mãe com o leite Lactol da Befar, a cada três horas, com massagens obrigatórias na barriga e uma almofada térmica. Diluímos a fórmula conforme as instruções e não tivemos nenhum problema digestivo. Administramos Espumisan algumas vezes. O pequeno comeu a fórmula sem problemas.
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