Alergia a cães: como ela se manifesta

As alergias estão entre as doenças mais comuns da atualidade. Essa condição dolorosa ocorre devido a uma resposta anormal do sistema imunológico a certas substâncias. Normalmente, para se proteger contra vírus, bactérias e outros fatores nocivos, o corpo produz anticorpos — imunoglobulinas — que destroem ou neutralizam os agentes estranhos. No entanto, nas alergias, esse processo de proteção é acompanhado por uma resposta inflamatória acentuada. Isso resulta em sintomas característicos: olhos lacrimejantes, espirros, tosse, erupções cutâneas e inchaço.

Uma menina e um cachorro

Quando o sistema imunológico não funciona corretamente, ele considera elementos aparentemente inofensivos como nocivos. Os alérgenos podem incluir poeira, pelos, pólen, alimentos, cosméticos, medicamentos e até mesmo a luz solar.

Pessoas com sistema imunológico hipersensível também podem ser alérgicas a cães. No entanto, a alergia não é ao animal em si, mas a proteínas específicas produzidas pelas glândulas da pele e encontradas em sua saliva, urina, pelos e partículas de pele. Como as estatísticas mostram que aproximadamente metade da população mundial possui cães, o tratamento e a prevenção de alergias a esses animais são de extrema importância.

Sinais de alergias

Os sintomas de alergia variam muito de pessoa para pessoa. Na maioria das vezes, a reação inicial a um alérgeno é leve ou ausente: o sistema imunológico entra em contato com um elemento estranho pela primeira vez e anticorpos são produzidos em pequenas quantidades. Após exposições repetidas, as imunoglobulinas protetoras são produzidas mais ativamente e os sintomas externos tornam-se mais pronunciados.

Importante saber! A rapidez com que uma alergia se desenvolve depende das características individuais. Algumas pessoas notam os primeiros sintomas minutos após a exposição ao alérgeno, enquanto outras os sentem horas ou até dias depois.

Os sinais de alergia a cães podem incluir:

  • Coriza, espirros, congestão nasal constante;
  • Coceira e inchaço das pálpebras, lacrimejamento, conjuntivite;
  • tosse, dor de garganta;
  • Coceira na pele, urticária.

Coceira na pele

Alergias graves podem causar inchaço da mucosa nasofaríngea, falta de ar, chiado no peito, sensação de pressão nos ouvidos e infecções de ouvido. Crianças pequenas podem apresentar cólicas gastrointestinais e diarreia. Na infância, alergias de longa duração frequentemente causam o desenvolvimento de... asma brônquicaHouve casos em que a hipersensibilidade a uma determinada substância resultou em choque anafilático (uma reação imediata extremamente grave que pode ser fatal) ou angioedema (um inchaço grave e profundo do tecido subcutâneo).

diagnóstico diferencial

É crucial identificar o alérgeno com a maior precisão possível, pois um diagnóstico preliminar baseado na suposição de que o cão é o culpado pode estar incorreto. O início dos sintomas alérgicos e a chegada de um animal de estimação em casa podem simplesmente coincidir, ou o organismo pode estar reagindo de forma exagerada não às proteínas produzidas na pele do animal, mas ao pólen ou aos esporos de mofo que o cão traz para dentro de casa durante seus passeios.

Uma menina de máscara e um cachorro

Para o diagnóstico diferencial do patógeno, são realizados os seguintes procedimentos:

  • Um teste in vivo é um teste cutâneo no qual um pequeno arranhão é feito em uma área da pele próxima à mão e um análogo sintético do alérgeno é aplicado. Se ocorrer vermelhidão ou erupção cutânea nesse local, a reação é considerada positiva.
  • Um exame de sangue que envolve a realização de testes in vitro, em condições de laboratório - no soro sanguíneo do paciente.
  • Teste radioalergosorbente (RAST). Este é um exame de sangue que mede o nível de anticorpos produzidos pelo sistema imunológico — imunoglobulina E (IgE) específica para alergia.

Para sua informação: O teste RAST é considerado mais seguro, porém menos sensível que os testes cutâneos, e pode apresentar um resultado falso-positivo caso o paciente tenha histórico de alergias. Isso ocorre porque os anticorpos da imunoglobulina E (IgE) permanecem no sangue após uma reação alérgica.

Teste de CRESCIMENTO

Tratamento

Para eliminar as reações alérgicas, é preciso primeiro interromper o contato com o alérgeno — neste caso, a proteína produzida pelo organismo do cão. Este é um requisito fundamental, sem o qual é impossível curar a alergia.

As manifestações clínicas da hiper-reação do organismo incluem coceira na pele, erupções cutâneas, inchaço, tosseCoriza e olhos lacrimejantes podem ser aliviados com medicamentos.

  • Anti-histamínicos. Eles bloqueiam a ação de substâncias que causam sintomas alérgicos. Medicamentos com esse efeito incluem difenidramina, Claritin, Tavegil e loratadina.
  • Descongestionantes (Medicamentos que reduzem o inchaço). Estes são principalmente diuréticos osmóticos, que removem o excesso de líquido dos tecidos. Geralmente são usados ​​em combinação com anti-histamínicos. Para reações alérgicas, os mais populares são a fexofenadina (Allegra) e o Sudafed.
  • medicamentos combinados, que contêm anti-histamínicos e descongestionantes. Representantes desse grupo incluem Zyrtec, Benadryl Allergy e Tylenol Allergy.
  • Corticosteroides Medicamentos hormonais que aliviam eficazmente os sintomas externos das alergias e reduzem a inflamação. São utilizados em casos de alergias graves. Exemplos incluem prednisolona, ​​hidrocortisona e dexametasona.

medicamentos para alergia a cães

Dicas para lidar com alergias em crianças

A alergia a cães em crianças tem características próprias, que são importantes para os pais levarem em consideração. Como o sistema imunológico da criança ainda está em desenvolvimento, os sintomas podem ser mais acentuados, mas com tratamento adequado e oportuno, o tratamento costuma ser eficaz.

Características do diagnóstico em crianças:

  • Os testes de alergia cutânea geralmente são realizados a partir dos três anos de idade;
  • Em crianças, os exames laboratoriais de sangue para medir os níveis de IgE são mais frequentemente utilizados;
  • As reações alérgicas podem assemelhar-se a um resfriado ou a manifestações de dermatite atópica;
  • Um histórico médico detalhado é de particular importância – é fundamental entender quando os sintomas aparecem e se estão relacionados ao contato com o cão.

Medidas de segurança adicionais:

  • Ensine seu filho a lavar as mãos após qualquer interação com animais;
  • Explique que, depois de brincar com o cachorro, você não deve tocar no rosto nem esfregar os olhos;
  • Recomenda-se lavar as roupas separadamente após visitar casas onde haja cães;
  • Durante períodos de agravamento dos sintomas, é permitido considerar a possibilidade de deixar o cão temporariamente com familiares.

Tratamento de alergias na infância:

  • As dosagens dos medicamentos são calculadas levando-se rigorosamente em consideração o peso da criança;
  • A imunoterapia específica para alérgenos em crianças geralmente apresenta um efeito mais pronunciado do que em adultos;
  • É importante prevenir o desenvolvimento da asma brônquica;
  • É necessário acompanhamento regular por um pediatra e um alergista.

Aspectos psicológicos:

É importante explicar ao seu filho que as alergias não são culpa dele e que ele pode viver feliz com essa condição. Muitas crianças com alergia a cães acham fácil interagir com outros animais de estimação e levar uma vida ativa e plena.

Como evitar o desenvolvimento de alergias

A melhor maneira de se livrar de uma alergia a cães é retirar o animal de casa, talvez doando-o para um bom lar. Mas e se você realmente não quiser se separar do seu animal de estimação? Seguindo certas medidas preventivas, soluções menos drásticas costumam ser possíveis.

Para reduzir o risco de desenvolver uma reação alérgica a um cão:

  • Trate a pelagem do seu animal com produtos antialérgicos especiais.
  • Livre-se de tapetes de pelo alto, colchas pesadas e cortinas em sua casa — eles acumulam poeira e alérgenos e são difíceis de limpar. Substitua-os por tapetes de pelo curto, fáceis de aspirar e lavar, e colchas e cortinas feitas de tecidos fáceis de lavar.
  • Recomenda-se cobrir os móveis com capas de tecido; estas devem ser lavadas 2 a 3 vezes por mês.
  • Aspire a cama do seu cão diariamente e lave-a semanalmente para remover pelos ou caspa.

Um cachorro foge de um aspirador de pó.

  • Pelo mesmo motivo, limpe sua casa com água e sabão o máximo possível. O ideal é que um membro da família que não tenha alergias fique responsável por isso.
  • Se possível, compre um filtro de ar seco — ele pode capturar até 70% dos alérgenos do ar.
  • Para remover caspa Dê banho no seu cachorro para remover pelos soltos. Você pode lavá-lo semanalmente com água limpa ou duas vezes por mês com xampu, caso contrário, pode causar ressecamento da pele.
  • Ao passear com seu cachorro, tente evitar o contato com outros animais sempre que possível. Alergistas afirmam que as alergias a outros cães costumam ser mais graves e o contato próximo inevitavelmente deixará alérgenos na pelagem do seu animal de estimação.

Importante! O ideal é que haja um cômodo na casa onde seu cachorro não tenha acesso. Você pode se refugiar lá para evitar contato desnecessário com seu animal de estimação caso tenha uma reação alérgica. O ideal é que essa zona proibida seja o seu quarto.

Por fim, mais uma dica para os amantes de animais de estimação. Existem raças de cães chamadas hipoalergênicas, o que significa que seus corpos produzem menos proteínas que desencadeiam uma reação exagerada do sistema imunológico. Esses cães geralmente são de pequeno porte, com pelos curtos ou, se longos, sedosos, e raramente soltam pelos. Como a saliva contém uma grande quantidade de alérgenos, a melhor opção para quem sofre de alergias é um cão sem moscas. Chihuahuas, Affenpinschers, Dachshunds, Fox Terriers, Bichons Frisés, Poodles e Malteses atendem a esse requisito.

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